Intérpretes
Cursos
Há vários níveis de formação de intérpretes para surdos no mundo. Desde o nível secundário ao nível de mestrado, podemos encontrar pessoas especializando-se para se tornarem profissionais mais qualificados. Essa variação em níveis de qualificação reflete um desenvolvimento sócio- cultural da comunidade surda. A preocupação em formar intérpretes surge a partir da participação ativa da comunidade surda na comunidade em que está inserida.
É interessante observar que, enquanto a comunidade surda não constitui um grupo com identidade sócio-cuLtural-política, o intérprete não se constitui enquanto profissional.
Para pensarmos em formação de intérpretes, precisamos, portanto, estarmos atentos ao nível de participação da comunidade surda na sociedade. Dependendo desse nível de participação, a comunidade surda estará mais ou menos envolvida na formação dos intérpretes implicando no sucesso ou não dessa implementação. Em países, tais como Dinamarca, Suécia e Finlândia, têm sido detectado alguns aspectos no desenvolvimento de intérpretes que precisam ser considerados. Hansen (1991) apresenta os seguintes aspectos:
1. a aceitação da lingua de sinais na sociedade e na educação dos surdos;
2. o direito das pessoas surdas a oportunidades sociais, educacionais e vocacionais como a maioria da sociedade;
3. a legalização do direito das pessoas surdas de terem disponíveis serviços de interpretação gratuitamente;
4. o reconhecimento do intérprete de língua de sinais como um profissional qualificado com possibilidades de emprego e carreira;
5. a correspondência entre o número de intérpretes requeridos e a demanda;
6. o estabelecimento de cursos de formação de intérpretes com treinamento e educação formal; e
7. as atitudes das pessoas surdas e ouvintes quanto à necessidade dos serviços de intérprete.
Feita essas considerações gerais, propor-se-á uma viagem pelo mundo para conhecermos alguns cursos de formação de intérpretes para surdos.
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