Intérpretes
Formação
de Intérpretes na Europa
- Freqüentemente a formação
de intérprete envolve cursos em finais da tarde ou
nos fins de semana promovidos pelas associações
de surdos. A maioria dos programas são de curta duração
(por volta de 6 meses) e não apresentam um currículo
amplo.
.- A França, Dinamarca e Alemanha têm cursos
de 2 anos de duração. Nesses países
a formação está formalizada. Freqüentemente
não requer domínio da língua de sinais
como pré-requisito para ingresso no curso.
- A Itália, a Holanda, a Inglaterra
e a Dinamarca dispõem de recursos financeiros públicos
para a formação de intérpretes, ao
contrário da Bélgica, da França, da
Grécia, da Irlanda e da Espanha.
.Habilidades e conhecimentos
desenvolvidos nos cursos:
-Bélgica: conhecimento da língua
de sinais e leitura labial; maior ênfase no significado
da comunicação; conhecimento a respeito do
mundo dos surdos; conhecimento sobre história, gramática,
psicologia, etc.
-Inglaterra - excelente
fluência na BSL, primeiro no nível comunicativo
e depois no nivel da interpretação; os intérpretes
devem usar a língua de sinais e não o inglês
sinalizado; é dada a mesma ênfase aos estudos
das línguas envolvidas no processo de interpretação:
o inglês e a BSL; especialização dos
intérpretes (educação, medicina, recursos
humanos, etc.); e exercício da interpretação
de uma língua para a outra. Os cursos são
em tempo integral.
-França: exige-se
um perfeito conhecimento da FSL; domínio da língua
falada, dos diferentes níveis e nuances; conhecimento
sobre a profissão de intérprete.
-Alemanha: conhecimento
do código de ética; prática de tradução
e interpretação; psicologia do surdo; treinamento
da língua de sinais e técnicas de interpretação.
Com as seguintes prioridades: qualificação
dos professores dos cursos de formação de
intérpretes; elaboração de um currículo;
qualificação dos alunos.
* O registro dos intérpretes
normalmente é feito por organizações
de intérpretes informais. Inglaterra, Dinamarca,
Holanda e Espanha têm um registro reconhecido que
qualifica o intérprete. A Bélgica, a Dinamarca
e a Alemanha têm um registro parcial ou está
sendo criada uma forma de registro. A Grécia, a Irlanda,
a Itália e o Portugal não dispõem de
nenhuma forma de registro. Somente a Espanha exige a qualificação
do intérprete. Os demais países incluem intérpretes
sem qualificação. Esses intérpretes,
na maioria dos casos, são pessoas com experiência
em interpretação e reconhecidas como competentes
para assumir a função.
* Pagamento: o pagamento
pelos serviços de intérprete normalmente é
feito pelos próprios surdos e por verbas governamentais.
Em função dos direitos a cidadania, o governo
deve prever intérpretes em órgãos públicos
e serviços, tais como, delegacias de policia, ambulâncias,
bombeiros, hospitais, órgãos administrativos,
bibliotecas, etc.
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